Dr. Dre? NÃO.

Um camaleão musical. Que não é o David Bowie. O trabalho dele envolve Blur, Gorillaz, The Good, The Bad, And The Queen, um projeto musical na África e mais recentemente músicas para ópera. O nome do cara? Damon Albarn. Um monstro. Obviamente no bom sentido.

A história de D.A. é digamos, muito foda, mas pouco importa agora. O que importa é que ele lançou um álbum novo, Dr. Dee, recheado de músicas para ópera. Sim, concordo que é meio estranho ver um cara que se destacou no britpop e no triprock partindo para músicas mais “calminhas”, mas acho que esse experimentalismo não passa da própria natureza desse cantor. Bom, cabe a você, ouvinte, decidir se esse projeto novo é legal. Música logo abaixo:

さようなら!:D

Fim de mês – Maio

Hoje é o último dia do mê de maio, e amanhã estaremos entrando na metade do ano de 2012. Por isso, agora todo último dia de cada mês farei uma seleção de clipes com as novas músicas lançadas naquele mês, fazendo um “balanço geral” do mundo da música, um resumão.

Garbage – “Blood for Poppies”

Começando com o Garbage, que lançou seu novo disco Not Your Kind of People no dia 14, e mandou bastante bem mesclando alternativo à eletrônica. Na música a seguinte, dá pra perceber uma forte influência pop com guitarras BEM pesadinhas super parecidas com as que o Muse costuma usar. E é incrível com até hoje o Garbage insiste em usar câmeras velhas pra fazer um clipe à la anos 90.

Keane - “Sovereign Light Café”

Esse clipe saiu fresquinho do forno. Do novo álbum da banda, Strangeland, lançado no dia 4, o Keane lançou ONTEM o clipe de “Sovereign Light Café”, em total slow motion. O disco novo pareceu não ter agradado muito a crítica, mas pode ter certeza que “Sovereign Light Café” agrada a qualquer ouvinte.

Norah Jones – “Happy Pills”

Incrível como as pessoas gostam de apelar pra música pop. No novo disco de Norah Jones, …Little Broken Hearts, lançado em abril para algumas partes do mundo e em outras no primeiro dia do mês, mostra uma Norah Jones irreconhecível, que pode ser facilmente confundida com a Lilly Allen. Após um fracasso comercial com o disco The Fall (2009), era de se esperar que a cantora tentasse algo diferente, mas não uma mudança tão significativa como foi. A rainha do jazz do século XXI se entregou ao Indie Pop e deixou a identidade de lado. Mas de uma coisa é certa; “Happy Pills” é ótima! :D

Fui! :D DDDD

TOALHA MANOLO!

ATENÇÃO: MUITO CONTEÚDO NERD POR CARACTERE QUADRADO!
NÃO CONTINUE A LER SE VOCÊ NÃO SE ENCONTRA NA INTERSECÇÃO DO DIAGRAMA DE VENN ENTRE O GRUPO DOS NERDS COM O GRUPO DOS AMANTES DA MÚSICA.

É… não entrem em pânico… pois chegou o dia pessoal! Mesmo não relacionado diretamente (ou quase nada, na realidade) à música, não posso deixar de mencionar o que acontece de mais ilustre na data de hoje… Sim, mochileiros, admiradores de poesia vogon, robôs maníaco-depressivos (e nerds), é o Dia da Toalha!

E de presente para todos que esperavam ansiosamente pela data, fiz uma seleção (breve) de músicas para animar umas baladinhas intergalácticas… Vai que você tem a sorte de participar de uma né… É bom estar preparado.

1-) Paranoid Android – Radiohead

Essa até dispensa apresentação. Só por desencargo de consciência, é simplesmente uma das músicas mais fodas feitas na década de 90, foi sucesso de crítica e público, é divida em três partes sem ligação aparente entre si e é, de quebra, uma das músicas com o tempo mais bizarro que já vi na vida. Nem sei se eu tenho a capacidade de falar sobre algo tão sagaz como ela. Recomenda-se o consumo prévio de Dinamite Pangaláctica para quem estiver a fim de escutá-la.


2-) 42 – Coldplay

“A resposta para a vida, o vestibular do ITA, o universo e tudo mais”.


3-) Don’t Panic – Coldplay 

Eu sei que é Coldplay de novo, e essa música é um depreshow que não tem fim, mas não entre em pânico. Todo mundo precisa parar para respirar um ar e deitar num colchão dos pântanos de Squornshellous Zeta de vez em quando.


4-) So Long and Thanks for All the Fish – Coral dos Golfinhos Falantes

É a abertura do filme da saga. Tá reclamando que está em golfinhês? Use o peixe babel. Duh.


5-) Marvin – Nando Reis & Os Infernais

Sim, usei o Gerador de Probabilidade Infinita HAHAHAHA. Mas não tema, dizem as boas línguas que a música brasileira é bem vista na Galáxia de Andrômeda. Só não se mate com o tédio que envolve a viagem, já que a distância é de aproximadamente 2,5 x 10^6 anos-luz daqui.

Um abraço a todos os aspirantes de Arthur Dent, por favor carreguem imponentemente vossas toalhas pelas ruas e mostrem que vocês tem orgulho de serem mochileiros. De quebra, convertam mais fãs à trilogia de cinco mais famosa do universo. 42 para vocês!

Bob Esponja Calça Cantora

ÊÊÊÊÊÊÊ infância! Hoje, nosso convidado especial é um ilustre morador da Fenda Do Biquini, Bob Esponja Calça Quadrada. E como muitos de nós sabemos, nosso “amendobobo” é um cantor nato. Se você se lembra, talvez há muitos anos atrás você tenha visto um episódio da série do Bob chamado “Doidos Pela Banda”, quando o Luís Inácio Lula Molusco decide formar uma banda para impressionar o seu maior arquirrival… mas é óbvio que uma banda com o Bob Esponja não daria muito certo… MENTIRA!

Nesse mesmo episódio, quando a banda do Lula entra no palco para a apresentação na “Bolha”, Lula Molusco, sem nenhum pingo de esperança em seus companheiros acaba surpreendido com o show.

A música cantada no episódio é “Sweet Victory”, de David Glen Eisley.

E é claro, o original:

Bem é isso… MENTIRA DE NOVO!

Como esse blog é uma zoação só, mas é claro, com toda seriedade do mundo para a seleção de músicas BOAS, “Amendobobo” entra na nossa lista de hoje por ter passado no teste!

A música foi praticamente uma marca do Bob Esponja, e foi o tema de encerramento do filme lançado em 2004, quando o Bob, através do poder da música libera o povo da Fenda Do Biquini da iminente escravidão subordinada ao Plankton.

Adoro a parte que o Bob começa a solar tão freneticamente que lágrimas saem dos olhos dele…

E mais uma vez, o original. Não é muito difícil perceber que “Amendobobo” é uma adaptação MUITO bem feita e inteligente de “I Wanna Rock”, do Twisted Sister.

Ok, chega por hoje…

“SOU UM AMENDOBOBO, YEAAAH!”

City Grrrl

Como o Diogo resolveu publicar sobre o Wannabe Jalva, a bandinha brasileira que resolveu virar a gringa, eu pensei… “por que não?”. Então por isso, hoje você meu caro amigo(a) ganha uma música de balada totalmente brasileira, mas gringa ao mesmo tempo. E pra isso, como eu aposto que na balada que você baladeiro vai nunca toca música que presta, eu resolvi acabar logo de vez com esse paradigma de que música de balada não é boa. Tá, isso em certa instância é uma verdade universal, mas o CSS, sim, nossos queridos brasileiros do Cansei de Ser Sexy resolveram escrever uma música pro álbum La Liberación (2011) em que a vocalista nipo-alternativa Lovefoxxx tenta pagar uma de “garota malvada”. “City Grrrl” fala de uma garota recém-chegada na cidade grande e suas “experiências”. Música de balada hipster.

CSS – “City Grrrl (feat. Ssion)”:

E como hoje eu estou de bom humor, você ainda leva de bônus um clipe do CSS que pode te ensinar a dançar (ou não…) pra você arrasar na pista e pegar todas as menininhas ou menininhos (isso soou pedófilo…).

CSS – “Hits Me Like a Rock (feat. Bobby Gillespie)”:

Té mais… :D

Wannabe Jalva

Eu tô meio de saco cheio. Não paro de pensar em regras gramaticais, fórmulas de física, n-constantes de química ou sobre aquela historinha do Imperador romano que fez isso ou aquilo de notável para o seu povo. Sem falar na topografia do Brasil, que diga-se de passagem, é muito complexa e sofrível de decorar.  Resumindo, estou de TPM TPV, Tensão Pré-Vestibular. E bom, ao meu ver, nesses momentos a música entra em jogo para me dar um gás, é a minha válvula de escape. MAS, não vamos falar dos meus assuntos pessoais (afinal, isso não interessa a ninguém), e sim falar de coisa BOA. E acredite cara, isso aqui é muito melhor que Tecpix.

Uma banda relativamente nova me impressionou bastante no ano passado, com a sua música exótica, marcada por uma boa dose de criatividade e riffs certeiros. Se trata da Wannabe Jalva, que incrivelmente não vem da Indonésia (Desculpe pelo trocadalho do carilho escroto), e sim da capital riograndense, Porto Alegre. E cantam em inglês.

Um som dançante

Não sei exatamente de onde essa banda tirou as suas influências, mas posso garantir que os caras estavam muito inspirados quando gravaram o seu EP de estreia, Welcome to Jalva. São sete músicas de rock regidas por um eletropop muito presente na forma de sintetizadores e teclados. E com um timbre muito característico de guitarra, novamente enraizado por um quê de eletrônico, assemelhando ao rock mais jovem e moderno inglês. O ritmo tende a ser bem animado, bem party-ish, típica de baladas mais moderninhas, e são encontradas muitas permutações, mudanças bem radicais no tempo, que balançam o andamento e o feeling da música. Pode-se dizer que é tudo feito com maestria, sem parecer que estão improvisando qualquer coisa aleatória ou andando sem prumo numa fumada musical mucho loca. Em suma, é música para dançar e virar a noite.

As Músicas

Destaques do EP vão para “Superstar”, onde guitarras, baixo e sintetizador se complementam criando um som que começa alegre, fica intenso e volta a ficar alegre. Se não parar para prestar atenção é bem possível achar que tudo se trata de um som homogêneo. Em “Phone Call”, fica demonstrado a capacidade imaginativa da banda, onde todos os instrumentos vão aos poucos entrando em uma espécie de pega-pega insana que vai se intensificando tanto, que deixa com um gostinho de quero mais quando acaba. Outra que merece destaque é “Full of Grace”, um verdadeiro caldeirão musical, é uma música que permuta durante toda a sua duração, um som típico de ambiente circense, um rock moderninho, um brado de multidão (à la “Angry Mob” do Kaiser Chiefs), uns solinhos mágicos de guitarra e de teclado, e uns falsetes que vão animando a música. Tudo isso em 3 minutos e meio. E por fim, provavelmente a melhor do álbum, a “Something New”, mais voltada ao pop, que deve agradar de gregos a baianos por sua ótima composição, uma mistura certeira do trio sintetizador-guitarra-baixo que fica no ponto. Delicious.

Quer checar?

Se você está com vontade de ouvir a banda, vai aqui a música “Something New”:

Achou interessante? Quer mais? Ok, aqui estão todas as músicas pra você ouvir:

Não está satisfeito? Beleza então, toma a bomba: O álbum está INTEIRAMENTE GRÁTIS, no site da banda. Muito foda da parte deles. Para baixar, é só clicar aqui (Sim, eu sei que o coelho é bizarro, mas não é vírus).

Bye! :D

P.S.1: Eles tocaram sábado passado na edição de 2012 do festival paranaense Lupaluna (não confundir com Lollapalooza).

P.S.2: Fiz um review de um álbum sem querer, é só porque eu estava entediado viu! :D

Como fazer um assassinato parecer divertido

É certo de que os Beatles ficaram famosos por músicas alegre e animadas à la “Yellow Submarine”. Mas hoje vou postar uma música do famoso Abbey Road (1969) que, bem, é o Beatles propriamente dito; música alegre, pra cima, alto astral, mundo da xuxa… tudo que nós gostamos nos meninos de Liverpool. Mas essa música, chamada “Maxwell’s Silver Hammer”, possui uma peculiaridade: é a música mais sádica da face da Terra. Nunca um história de um assassino pareceu tão divertida e alegre. Bem, não vou mais estragar a surpresa mais do que eu já estou fazendo, então dá uma espiadinha de BBB aí vai…

The Beatles – “Maxwell’s Silver Hammer”

E uma outra coisa engraçada, é que aos 1:27 do vídeo você pode ouvir o Paul McCartney tentando conter uma risada, pois, naquela época, as músicas eram gravadas em apenas um take, e durante a gravação dessa música o senhor John Lennon resolveu dar uma de palhaço e atormentar a banda enquanto eles gravavam um dos álbuns mais importantes da história da música.

BANG, BANG! Fui!

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