TOP 10 – As melhores da década de 90

Aaaaahhh, década de 90, os anos do Laboratório de Dexter, Johnny Bravo, dos tazos, do fluffy, do walkman, do bichinho virtual e da Família Dinossauro. Anos que deixaram saudade e provocaram nostalgia… na música, a ascensão do movimento alternativo e a pancadaria sem fim entre britopop e grunge, que a qualquer custo buscavam o topo das paradas de sucesso. Sobrou pouco espaço para o pop nessa década, que só voltaria a ganhar força (e que força) nos anos 2000. Entre o fogo cruzado de britânicos e americanos, vamos ver quem leva a melhor música dos anos 90…

10. The Cranberries – Linger

Trilha sonora de filmes como “Click” e “Road to Paradiso”, “Linger” é a canção de maio sucesso da banda irlandesa The Cranberries. Segundo a vocalista Dolores O’Riordan, a música fala sobre o primeiro beijo da artista. Uma música simplesmente bela, com vários acordes de violino que dão a ela um certo tom de música celta. Está presente no álbum de estreia dos irlandeses, “Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?”, de 93.

9. Pearl Jam – Jeremy

Uma música certa para o momento certo. Durante os anos 90 nos Estados Unidos uma onda de suicídios de adolescentes assolou o país, voltando a atenção de governos e famílias para casos de bullying nas escolas. Com o garoto Jeremy Wade Delle, de Richardson, no Texas, foi um pouco diferente; segundo relatos, o garoto não se entrosava bem com os amigos de escola por ser muito tímido; o problema era o relacionamento com os pais que não o davam atenção, e levou o garoto a se suicidar diante dos colegas de classe com um revólver .357 Magnum. Ao ler a tal notícia numa manchete de jornal, Eddie Vedder (vocal) logo escreveu a letra da música e o baixista Jeff Ament compôs a parte instrumental, numa prancha de surf num baixo de 12 cordas. “Jeremy” é uma das músicas de maior sucesso do Pearl Jam e está no cláááássico álbum Ten (1991). A cena final do clipe foi editada posteriormente, retirando a parte em q Jeremy dá um tiro na própria cabeça; como os colegas de classe estão com as roupas manchadas de sangue, dá-se a entender que Jeremy atirou neles antes de se matar.

8. Beastie Boys – Sabotage

Canção-mito do trio “branco” de Hip-Hop, “Sabotage” é conhecida no mundo inteiro por sua influência na cultura popular, especialmente por conta da sua aparição no jogo “Guitar Hero III: Legends of Rock” e na série da MTV “Beavis and Butt-head”. A música mescla o hardcore ao Hip-Hop e é gritada assim como a maioria das músicas do Beastie Boys. É um sucesso comercial e está no álbum do trio III Communication, de 94. E pra você virgem viciado em games, no jogo “Call of Duty: Modern Warfare 2″, ao completar os 30 rounds no modo “Sabotage”, você ganha o título de “Intergalactic”, que é uma outra canção dos Beastie.

7. Red Hot Chili Peppers – Give It Away

Canção dona de um Grammy do ano de 93, lançada em 91 junto com o clássico álbum Blood Sugar Sex Magik, o Red Hot conseguiu emplacar “Give It Away” em primeiro lugar em inúmeros “rock charts” espalhados pelo mundo. A canção está presente no livro “1001 músicas que você deve ouvir antes de morrer”, é classificada como a 67º melhor canção de todos os tempos pela Kerrang! e está incluída no Hall da Fama do Rock and Roll. “Give It Away” narra temas sexuais como a luxúria e a fertilidade, e o refrão, segundo o vocalista Anthony Kiedis, fala sobre uma experiência que havia passado com sua ex-namorada, a ativista alemã e cantora Nina Hagen. A linha de baixo e a melodia foram compostas por Flea, o baixista do barulho que apronta altas confusões que até Deus duvida (narrador da Sessão da Tarde mode on).

6. Live – Pain Lies on the Riverside

“A Dor Dorme Na Margem Do Rio” é o maior clássico do Live, banda do vocalista careca Ed Kowalczyk (???). A música está presente no primeiro álbum da banda sob o nome Live, Mental Jewelry, de 91, e possui uma linha de baixo meio peculiar e bastante conhecida, por ser IMPOSSÍVEL de ser tocada, por conta do tempo e da imensa variação de notas com tapping e slapping. A bateria da música também é surpreendente e torna a canção bastante animada. A letra, assim como grande parte das músicas contidas no álbum, é bastante inspirada nos livros e na filosofia do indiano Jiddu Krishnamurti.

5. The Verve – Bitter Sweet Symphony

Antes de mais nada só quero deixar claro que a polêmica sobre essa música não será discutida aqui. Se você não a conhece ou nunca ouviu falar de tal polêmica, clique aqui ou se preferir aqui. Basicamente o The Verve pegou “emprestado” os excertos da versão orquestrada de “The Last Time”, uma música do Rolling Stones, para a composição de “Bitter Sweet Symphony”. Mas anos depois, quando a música virou um hit, Andre Oldham (que compôs a versão orquestrada) exigiu os direitos autorais ao Stones. Beside this, “Bitter Sweet Symphony” é a harmonia perfeita da música, a polifonia do começo ao fim; uma “The Last Time” bem casada com uma versão nova do The Verve.

4. Jamiroquai – Virtual Insanity

Qualquer coincidência com o símbolo da Ferrari é mera semelhança. Em 1996, Jay Kay e o Jamiroquai trouxeram ao mundo o melhor do Acid Jazz, um movimento britânico que mesclava a música eletrônica ao jazz americano, deixando-o mais “salgadinho”. Sobre a música e a letra não há muito o que se falar, o título já se expressa por si próprio. É um marco da música alternativa em sua história, junto ao seu respectivo disco, “Travelling Without Moving”. O clipe é extremamente bem feito e pensado; confere aí e sinta os passos marotos de Jay Kay:

3. Radiohead – Paranoid Android

Do lendário álbum OK Computer, de 97, o Radiohead construiu com “Paranoid Android” sua maior ópera-rock. A música fala basicamente de insanidade, violência e faz uma crítica ao capitalismo. O nome da canção é inspirada no robô Marvin, da clássica série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams. É dividida em 3 partes e foi escrita com o intuito de Tom Yorke, o vocalista da banda, mostrar a insanidade do ser humano após um acontecimento que Tom presenciou em um bar quando, por acidente, um homem derrubara uma taça de vinho no vestido de uma mulher que se descontrolara por tal. O mais estranho é o compasso bizarro utilizado na composição, o modo 7/4 ao invés do 4/4 comum. Além disso, “Paranoid Android” talvez tenha sido o maior sucesso comercial do Radiohead, sendo tocado na época na Radio 1 da Inglaterra 12 vezes por dia.

2. R.E.M. – Losing My Religion

Do álbum Out of Time de 91, uma música para ser levada por pelo menos mais 50 gerações futuras, “Losing My Religion” não é só música instrumental, mas a parte lírica também é fantástica. Há uma certa comparação do próprio vocalista Peter Buck com “Every Breath You Take” do The Police. Além disso, a música narra com precisão as desavenças na vida de um homem, que perde sua sanidade, seu temperamento ou sua “religião”. Com um riff inesquecível e um desenrolar restante da música extremamente bem trabalhado com violão, violino, ukulele entre outros instrumentos, “Losing My Religion” é sem dúvida uma das melhores desta década e de toda a história. O clipe também é extremamente bem pensado e feito:

1. Nirvana – Smells Like Teen Spirit

Contra os preceitos técnicos da música, o Nirvana provou para todos os compositores de grande escalão que é possível fazer boa música sem exageros de notas bem produzidas e trabalhadas. “Smells Like Teen Spirit”, hino da revolução juvenil, foi um marco da década de 90 e da história da música. Primeira faixa de um dos maiores discos de todos os tempos (Nevermind - 1991), a música é totalmente inspirada no The Pixies, banda que introduziu o movimento alternativo no mundo. “Smells Like Teen Spirit” é um símbolo consagrado do movimento grunge, da anarquia e da revolução social. Foi uma das poucas músicas do Nirvana em que Dave Grohl e Krist Novoselic participaram da composição ao lado de Kurt Cobain.

Uma coisa é certa… entre a disputa grunge-britpop quem levou mesmo a melhor a música. Se de um lado jovens anarquistas se drogavam e formavam bandas de garagem, do outro filhinhos de papai mais contidos faziam bandas mais “softs” e tranquilas. O importante é que nessa briga ninguém saiu ferido, e várias composições fizeram dos anos 90 um marco.

So, load up your guns and bring your friends… o/

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