O poder do dinheiro

Vocês conhecem a cantora inglesa Jessie J? Autora do grande sucesso internacional “Price Tag”? Pois é, Jessie J alcançou a fama mundial após o lançamento deste seu segundo single, com a participação do rapper americano B.o.B.. Segundo a letra da música de Jessie, o dinheiro parecia não importar no mundo da música, e que a única razão desta existir seria para alegrar e fazer o mundo dançar. Pois é, se a Jessie J não é bipolar então ela é totalmente maluca. Partindo de músicas incríveis como “Price Tag”, “Who’s Laughing Now?” e “Nobody’s Perfect”, que estão em seu único álbum lançado até agora (Who You Are), a cantora não foi assim tão bem recebida pela crítica mundo afora, em especial nos United States of McDonald’s. “Oh meu Deus o que eu faço?” – o mesmo que a boyband McFly e muitos outros artistas pelo globo decidiram fazer por não alcançar o sucesso desejado: cantar o escroto pop americano, que vende mais que água no engarrafamento e do que no jogo do timão juntos. Esta semana, Jessie lançou um novo single, “Domino”, que em minha sincera e doce opinião é uma tentativa descarada de plagiar a Katy Perry, em uma espécie escrotal de “Last Friday Night 2.0”. Se você tiver coragem e quiser ouvir a música aqui está ela:

E por falar nisso, não postei esse título a toa. A quantidade de artistas que se esquecem completamente dos valores morais e deixam de lado a boa música que tocam simplesmente por não obterem fama é imensa. Daí, partem pra só-só-safadeza, e fazem “músicas” (que mais parecem barulhos industriais de resquícios de música futurista) com cinco palavras básicas: “tonight”, “money”, “chick”, “party” e “bitch”. Se você acha que eu odeio tudo que vem do mundo pop, está com aquela vontade de me matar e fala que sou um idiota sem qualquer base, saiba que está enganado(a), e aprecio o mundo pop exatamente como o rock, reggae, hip-hop e todos os outros estilos. Mas há um câncer na próstata deste mundo pop marcado pelo poder do dinheiro. Se acha que eu estou mentindo, procure em qualquer música do Pitbull, ou da própria Katy Perry, ou de qualquer artista pop ascendente pós-2008 as cinco palavras descritas.

Se te ofendi com este post, foda-se, mil perdões… mas a vida não é um mar de rosas.

Pra compensar meu próximo post vai ser uma análise muitcho louca do novo álbum do Jay-Z com o Kanye West, Watch the Throne.

Tééééé mais! o/

2 thoughts on “O poder do dinheiro

  1. É, o problema não é o gênero pop em si (que compõe algo em torno de 90% do que é produzido hoje), mas sim a falta de comprometimento de alguns artistas com as suas bases musicais. Não estou criticando o experimentalismo, que é essencial e responsável por trazer novos rumos à música, mas sim a “venda” do seu estilo próprio para algo mais estupidamente comercial, sem adicionar nada de novo. Yep, We are waiting on the music to change. Bye.

  2. (Tentando ao máximo deixar que meu preconceito contra pop não seja aparente)
    O pop é uma merda por uma questão de transcendência, por exemplo, quem ainda ouve algum sucesso da kate perry de 2008? A maioria delas são planejadas minuciosamente pra ouvirmos por um mês (ou o tempo que ela faz sucesso) e depois disso ela simplesmente morre.
    Não tem a menor transcendência!
    Se daqui a 40/50 anos houver pessoas que ouvem kate perry e essas merdas do modo que eu ouço o rock’n roll de 40/50 anos atrás, o pop volta a ganhar meu respeito.

    xD Ótimo blog, aliás.

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