A volta do Black Sabbath

Com o mundo globalizado de hoje, as informações chegam aos ouvintes, internautas e leitores mais rapidamente do que o Usain Bolt correndo numa superfície lisa sem atrito. Provavelmente então, apesar do fato ter ocorrido há pelo menos dois dias, você já está careca de saber que o Black Sabbath anunciou sua volta com a formação original. Pois é. Mas não vou ficar dando muitos detahes sobre a tal notícia… vou tentar situa-lo nessa história toda.

O Black Sabbath é uma banda de Heavy Metal (ah jura!) formada em Birmingham na Inglaterra em 1968, sendo praticamente a banda pioneira do movimento. Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward foram os quatro metaleiros que plantaram e colheram o som do metal juntos até 1978, quando a bagunça começou a rolar. Ozzy, um cara super santo e totalmente contido, dava um tapa na pantera, cheirava a pantera, fumava a pantera e injetava a pantera, todos os dias, todas as horas, todos os minutos e segundos. O vocalista do Black Sabbath chegou a mudar seu nome para Overdozzy Osbourne (que piada horrível). Começou então, a fragmentação do Black Sabbath, com mais de 27 membros (incluindo os da formação original) sendo testados durante 30 anos.

Mas o Black Sabbath mesmo que todos conhecem é aquele que durou apenas 10 anos. Seus 10 primeiros anos. Autores de composições magníficas, o Black Sabbath criou uma identidade para o Heavy Metal. Seu primeiro álbum, de nome homônimo da banda, lançado em 1970 foi e é até hoje um sucesso comercial. Um clássico da música que disparou “The Wizard” como uma das principais músicas do grupo. O segundo da banda, Paranoid (1970), é um dos melhores de todos os tempos. Com as músicas mais famosas e mais posers do mundo nele presente, “Iron Man”, “War Pigs” e “Paranoid” deram ao Black Sabbath um status quo internacional. Mas em minha sincera opinião, o sucesso mereceria ser alcançado apenas um ano depois, com o lançamento de Master of Reality, em que a melhor faixa do Black Sabbath está presente: a ilustre composição “Children of the Grave”. Vieram ainda Black Sabbath Vol. 4 (1972), Sabbath Bloody Sabbath (1973) e Sabotage (1975).

Mas quando começaram as complicações de Ozzy com o grupo, que acabou culminando em seu afastamento definitivo em 79, a banda entrou para a decadência. Technical Ecstasy (1978) e Never Say Never Never Say Die! (1980) foram dois álbuns que fizeram o Black Sabbath se retirar da fama internacional. Por um curto período de tempo, de 80 a 81, o BS conseguiu voltar à tona com o novo vocalista, Ronnie James Dio, criador do famoso “chifrinho” com as mãos, o símbolo do metal, que morreu de câncer ano passado (que Deus o tenha…). Mas após sua saída, a banda tropeçou feio; Tony Iommi quis dar continuidade a algo que já não existia mais depois da saída de todos os outros integrantes, e num revesamento 4×4, milhares de músicos entraram e saíram sobre uma completa e deprimente várzea chamada Black Sabbath. Até um cara chamado Eric Singer (ironicamente, um baterista) participou da banda por 2 anos. Você o deve conhecer melhor como o “Catman”, de uma bandinha chamada Kiss.

13 anos. 13 anos de um Black Sabbath desaparecido, com breves hiatos, lançando álbuns deploráveis, fazendo shows compeltamente sem graça. Oito trabalhos de estúdio deploráveis. Enquanto isso, Ozzy fazia sucesso com seus primeiros álbuns solos, e Dio idem.

Mas nos últimos anos, várias tentativas de reunião fracassadas da formação original do BS demonstravam uma falta de atenção da mídia e do público, e uma falta de vontade também da banda.

Ano passado perdemos Dio, um ícone do metal, ao passo em que Ozzy ficava cada vez mais insuportável. Mas agora, no dia 11 do 11 do 11 (QUE BRUXARIA É ESSA?), os quatro membros do Black Sabbath original anunciaram a volta. O verdadeiro metal está de volta. E um novo álbum já é aguardado para o ano que vem. Algo que definitivamente reconstruirá o príncipe das trevas, Ozzy, retomará a confiança do guitarrista Tony Iommi, e reintegrará Geezer Butler e Bill Ward, até então perdidos na terra do nunca. Preparem-se, pois 2012 o mundo acaba, começando pelo Download Festival, nas mãos do METAL. \m/

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