Radar: Here and Now

Dia 21 de novembro: dia das forças armadas no Bangladesh. E também nesse ano é o dia do lançamento do novo álbum do Nickelback, Here and Now. Por enquanto já foram lançados três singles: “This Means War”, “Bottoms Up” e “When We Stand Together”. Mais uma vez o Nickelback decidiu seguir a mesma linha de raciocínio e composição musical de seus 2 álbuns antecessores, All the Right Reasons (2005) e Dark Horse (2008), e erradamente. Vou te dizer o por quê.

Do metal-ultra-fucking-viking-nórdico-norueguês ao pop-sentimental-choroso

Quando eu disse que a banda de Freddie Kruger Chad Kroger tentou seguir a mesma linha musical de seus álbuns anteriores ERRONEAMENTE, é porque tanto nos dois álbuns citados quanto em Here and Now o Nickelback tentou fazer o que mais gosta (música pra macho) e juntar com aquilo que as mulheres gostam pra pegar umas garotas. Ou seja, você está ouvindo um Heavy Fuckin’ Metal na sua playlist do seu iPod quando do nada você se pergunta da onde surgiu a Kelly Clarkson versão masculina cantando no seu ouvido. A banda foi tão incompetente nesse ponto que nem pra colocar as músicas mais parecidas juntas e ir mudando o clima aos poucos eles fizeram. Para provar que eu não estou mentindo, eles fazem isso por todo álbum, confundindo sua cabeça e te deixando com náuseas e sem entender em nada. Ouça “Gotta Get Me Some” e em seguida “Lullaby”, a faixa que sucede a música em Here and Now.

Pode isso, Arnaldo?

As músicas

Esses caras do Nickelback são uns p*** marqueteiros. Adoram money. Digo isso porque os 3 singles lançados até agora são as 3 primeiras músicas do disco, e as únicas 3 bem trabalhadas e que valem a pena ser ouvidas (mais a quarta “Midnight Queen”, que merece um certo crédito). Em suma, eles usaram a técnica do “olhar que músicas tem esse CD”, que consiste em o COMPRADOR ou CONSUMIDOR sem conhecimento musical suficiente olhar para o novo lançamento de sua boy band e ver as melhores músicas (e as únicas que conhece) lá no topo da trilha do disco, economizando 8 segundos de sua vidinha medíocre sem precisar olhar o resto. O disco começa com “This Means War”, uma faixa robusta, como sempre com guitarras distorcidas e apelativas, mas muito boa, bem trabalhada e preparada, com um solo estranhoso mas bem pensado, progressivo. “Bottoms Up” já não é lá essas coisas; é uma tentativa de criar uma nova “Something in Your Mouth” (uma das únicas músicas que prestam do Dark Horse), com um pouco de sucesso, mas perde pela falta de originalidade; mesmo assim a música é bem legal para ouvir naqueles momentos em que você está bem doidão querendo dar uns sacodes pela sala quando não tem ninguém em casa. Depois disso, seguimos com “When We Stand Together”, a melhor do disco e digo que uma boa concorrente entre todas as já feitas pelo Nickelback, com uma levada country meio rock alternativo que impressiona. Daí em diante, apenas “Midnight Queen” é uma faixa que chega a ser considerável. O resto do álbum serve apenas para encher linguiça, e as músicas são simplesmente enjoativas e extremamente mal trabalhadas (ou nem um pouco, em alguns casos) pelo resto do disco, que estão fazendo eu perder moral com o Nickelback. “Gotta Get Me Some”, “Lullaby”, “Kiss It Goodbye”, “Trying Not to Love You”, “Holding on to Heaven”, “Everything I Wanna Do” e “Don’t Ever Let It End” só servem pra isso que eu disse, encher linguiça. E PELO AMOR DE CRENDEUSPAI, NÃO OUÇAM DON’T EVER LET IT END, É HORRÍVEL, SEM CRIATIVIDADE E FIZERAM MEUS OUVIDOS SANGRAREM E EU TIVE VONTADE DE VOMITAR MEU CÉREBRO.

Here and Out!

O álbum é tão sem originalidade que até sobre o nome do negócio eu já contei outros 9 discos com o mesmo nome, sem falar de centenas de músicas com o nome de “Here and Now”. Sobre a produção do disco, vou ficar te devendo essa, porque não tenho informação alguma… ^^

Nickelback – Here and Now:

  1. This Means War
  2. Bottoms Up
  3. When We Stand Together
  4. Midnight Queen
  5. Gotta Get Me Some
  6. Lullaby
  7. Kiss It Goodbye
  8. Trying Not to Love You
  9. Holding on to Heaven
  10. Everything I Wanna Do
  11. Don’t Ever Let It End

(obs.: como alguém em sã consciência tem coragem de encerrar um álbum assim?)

Se há uma conclusão que se possa tirar a partir do disco é que o Nickelback deve voltar a ser aquela banda pós-grunge que era antes, que produziu um disco sensacional chamado The Long Road (2003), um mito do gênero, ou pelo menos se for apelar tanto nos discos com tanta bipolaridade trabalhar melhor as músicas como em All the Right Reasons (2005). Os álbuns do Nickelback nunca foram bem recebidos pela crítica em seu período pós-grunge, mas agora a crítica odeia seus álbuns, e com razão, pois parece que a banda está muito mais preocupada em vender e dar uma aula de sexologia do que em fazer música de verdade. E sim, este é o pior disco do Nickelback (empatado com o Dark Horse) e entra para o mural da vergonha do ano de 2011.

NOTA: 2/5 stars2/5 stars

Levemos os pontos positivos ao menos, como “This Means War”, “When We Stand Together” e “Bottoms Up”, mas como talvez “When We Stand Together” seja a única música que você talvez curta do álbum, eu a trouxe aqui fresquinha pra você:

Nickelback – When We Stand Together:

Um desabafo: maldito Nickelback, agora que eles fazem umas músicas tão bipolares não estou conseguindo classificar nas categorias certas de navegação do site! D:

Até mais! o/

2 thoughts on “Radar: Here and Now

  1. Os criticos nunca falam bem do nickelback por que os odeiam vc e so mais um que vai ter que passar mais ums 10 ou 15 anos falando mau do nb sabe por que nickelback tem um cara chamado chad kroeger e ponto. Ha nirvana acabou e ssi nao fosse smell like teen spirit ela nao seria nada.

    • eu adoro nickelback, eh uma das minhas bandas preferidas (juro juro), mas esse último álbum que eles lançaram eh uma vergonha. É melhor do que o de 2008, Dark Horse, mas ainda sim, o Here and Now ou tem músicas MUITO boas (como “when we stand together” e “this means war”) ou tem músicas esdrúxulas q só servem pra completar álbum. Cara, isso aqui é um blog crítico musical de humor, por mim eu não daria só duas estrelinhas pra esse álbum,daria pelo menos 4 das 5, mas na avaliação do álbum conta tbm o álbum EM SI, não só as músicas. O Nickelback se vendeu nos últimos anos, tá muito mais preocupado em fazer dinheiro do que música… e olha que eu sou muito chato com relação a isso, todo mundo fala que bandas como radiohead, linkin park, foo fighters, red hot por exemplo se venderam pra criar um som mais industrial, mas pra mim eles evoluíram, tendo ficado mais comercial ou nao, as músicas do linkin park por exemplo são muito mais bem trabalhadas que antes… agora com o nickelback é totalmente o contrário, as músicas tão muito “foda-se” vamo logo fechar esse disco. Eles ainda continuam fazendo música boa, E MUITO BOA, mas os álbuns recentes em si são horríveis. E uma prova de que eu não to nem ai pra q os críticos falam é o disco All the Right Reasons do NB de 2005… foi totalmente deplorado pela crítica, a nota máxima q ele atingiu em TODOS os reviews foi um 2 de 5… pra mim é o disco incrível, o segundo melhor da banda perdendo só pro The Long Road. Eu confesso que existe sim um certo preconceito com o NB, e isso parte principalmente da crítica que quer tentar fazer as pessoas ao máximo voltarem a escutar o rock clássico a qualquer custo (mesmo estas divulgando artistas como Katy Perry por exemplo, que apareceu na capa da Rolling Stone), mas você tem q admitir algo que é inegável, esses caras se venderam…

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