Radar: A Different Kind of Truth

Pois é, pois é, pois é… o Van Halen está de volta depois de mais de 14 anos longe dos estúdios de gravação (onde da última vez se viu Van Halen III, o pior álbum já gravado pela banda), e dessa vez, David Lee Roth, ilustre vocal do disco 1984, está de volta e se une agora aos irmãos Van Halen, Eddie e Alex, e também ao caçula baixista filho do guitarrista Eddie, de apenas 20 anos de idade, Wolfgang, que substitui Michael Anthony.

O panorama da coisa

Como já foi dito, não víamos o Van Halen, uma das maiores bandas de rock da história, há muito tempo. A Different Kind of Truth é o primeiro álbum dessa turminha do barulho desde a re-reunião da banda em 2007. O disco foi lançado no dia 7 de fevereiro e o único single e videoclipe lançado até agora foi o da música de abertura “Tattoo”. O disco possui algumas músicas que são antigas da banda, mas que nunca foram lançadas, ou apenas como uma fita demo.

As músicas

Começando em “Tattoo”, o Van Halen mostra a sagacidade de sempre, nada de muito novo, mas uma música excrucitante. A segunda faixa, “She’s the Woman”, impressiona pela linha de baixo e pelos vocais colocados no tempo certo de uma música que parece meio difícil de se encaixar alguma letra. É uma faixa perdida do Van Halen da década de 70 que era apenas uma demo. “You and Your Blues” é uma das melhores do disco, é uma faixa robusta, um Hard Rock meio clássico meio moderno. “China Town” é uma faixa onde a levada da guitarra é mais marcante e presente do que nas outras faixas do disco, há uns incríveis 150 bpm. Em “Blood and Fire” a única coisa impressionante mesmo na música é o solo de Eddie Van Halen, com tapping, fritadas e muita macumba. No mais, a música não é lá essas coisas. A canção seguinte, “Bullethead”, é de 1976, e só foi lançada pela primeira vez pela banda esse ano no novo álbum… digamos que o Van Halen invocou o espírito da época e incorporou o Sex Pistols… mas ok. A partir deste momento, o disco vai adquirindo um caráter mais heavy metal que hard rock, a coisa vai ficando mais pesada e agitada. “As Is”, a sétima do disco, mistura no início música africana com heavy metal, e com o passar da música vai ficando mais rápida e animada. A faixa seguinte, “Honeybabysweetiedoll” (wtf?) é um heavy metal psicodélico estranhoso com guitarras ligadas em saturação de arroto. “The Trouble With Never” parece que há uma participação especial de Zakk Wylde; a distorção na guitarra de Eddie Van Halen junta com os inúmeros bends tornam a música um tanto parecida com as do Black Label Society. “Outta Space” é uma das poucas que deixam a desejar no disco, e mais se parece um plágio de “2 Minutes to Midnight” do Iron Maiden. Depois de “Outta Space”, algo cômico acontece no álbum; de um heavy metal motherfuckermente pesado, surge um country/blues estranhoso, narrado por David Lee Roth, que depois de um minuto e meio se torna um hard rock ainda mais estranho… ainda não sei se essa música é estranha no BOM sentido ou é estranha realmente, no pior sentido de todos. “Big River” logo quebra o clima, e o Van Halen volta com tudo numa das melhores faixas dos disco e, pra terminar, “Beats Workin'” encerra A Different Kind of Truth com um ritmo incrível degrande finale, solos do Eddiezinho e de Alex.

É difícil definir qual música é a obra-prima de A Different Kind of Truth, acho que não há uma música que se sobressaia às outras, mas “She’s the Woman”, “You and Your Blues”, “As Is”, “The Trouble With Never” e “Big River” são fortes candidatas ao cargo.

Conclusão…

O Van Halen volta em 2012 com se estivesse na década de 80, prestes a lançar Diver Down, ou até mesmo o seu clássico, 1984. A verdade é que há muito tempo não se via um Van Halen tão apavorante e tão robusto; muitas faixas do disco se assemelham bastante a “Eruption” e “Hot for Teacher”. Depois que o vocalista Sammy Hagar entrou na banda, músicas com o substantivo LOVE começaram a surgir de maneira exagerada; é certo que Balance onde o vocalista está presente é um grande feito do Van Halen, mas foi realmente necessário trazer de volta David Lee para que o Van Halen voltasse à era de ouro, quando o mundo todo conhecia e cantava “Jump”, “Panama” e o cover de “(Oh) Pretty Woman”. O Van Halen fez, e muito bem, seu dever de casa, e poderia ter feito melhor, mas exagerou na dose em algumas músicas de A Different Kind of Truth.

NOTA: 4/5 stars4/5 stars4/5 stars4/5 stars.

Van Halen – A Different Kind of Truth:

  1. Tattoo
  2. She’s the Woman
  3. You and Your Blues
  4. China Town
  5. Blood and Fire
  6. Bullethead
  7. As Is
  8. Honeybabysweetiedoll
  9. The Trouble With Never
  10. Outta Space
  11. Stay Frosty
  12. Big River
  13. Beats Workin’

Pra você sentir o clima da coisa:

“Tattoo”:

“She’s the Woman”:

Chega! Fui!

o/

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