Homenagem a Jim Marshall

E lá se vai mais um ídolo da música… mas não foi necessariamente um músico profissional a sofrer o óbito da vez, e sim o businessman Jim Marshall, sim, o “Pai do Barulho”, pioneiro na área de amplificadores de guitarra, criador e ex-proprietário da Marshall Amplification, simplesmente os melhores amplificadores do mundo. Não se sabe a causa da morte ainda, mas como o cara tinha 88 anos então é muito provável que ele cavou a própria sepultura sob causas naturais.

Jimzinho nasceu em 1923 numa família da pesada que gostava de um bom som, muitos membros dela eram músicos, o que o inspirou a seguir carreira como cantor. Porém, ainda criança, foi  diagnosticado com tuberculose óssea, que o fez ficar anos e anos no hospital. Tornou-se um engenheiro elétrico e, durante a Segunda Guerra Mundial foi impedido de participar da infantaria britânica devido a sua saúde instável. Com isso, tendo sobrevivido em paz à Guerra, tornou-se um dos poucos músicos disponíveis em Londres, passando de cantor para um mero baterista. Durante um dia de trabalho como engenheiro bem sucedido, observou atentamente seu instrumento de tortura auricular, vulgo bateria, e decidiu criar um objeto que elevasse os níveis de tensão dos sinais de áudio produzidos por sua voz, cobrindo, assim, o som do instrumento de tortura auricular.

Percebendo que a coisa dava dinheiro durante a década de 50, em 1962 criou a Marshall Amplification, lucrando como se não houvesse amanhã, vendendo amplificadores de guitarra para músicos de verdade, como Pe Lanza, Manu Gavassi e Banda Cine.

File:Marshall logo.svg

Ok ok… esqueci de incluir aspirantes a músicos como Kurt Cobain, Jimi Hendrix e Eric Clapton.

E hoje pela manhã apareceu no site da Marshall esta homenagem a ele, que confirmou sua ida:

E você deve estar se perguntando… OBE? Sim, OBE, a Excelentíssima Ordem do Império Britânico, da qual Marshall fazia parte, ao receber uma condecoração da rainha da Inglaterra em 1984 por suas exportações excedentes em um período de três anos.

Mas, concluindo a homenagem pro Pai do Barulho, falta falar sobre suas belezinhas cobiçadas por qualquer músico no mundo: os amplificadores Marshall.

WARNING: Alerta de artigo incompreensível para pessoas comuns sem um conhecimento de termos técnicos necessário para a compreensão de eletrônica, física, engenharia ou coisas usadas por músicos, como foot switch e cabeçote. Continue por sua conta e risco.

Estas belezinhas de papai do céu eram, inicialmente, valvuladas. Mas durante a década de 70, com uma intensa febre de transistores, a Marshall começou a produzir, além dos amplificadores valvulados, os que eram exclusivamente transistorizados, que interrompiam sinais elétricos. A genialidade de Jim Marshall foi além, e a empresa começou a construir amplificadores híbridos, combinando válvulas e transistores.

Atualmente a Marshall também produz cabeçotes e pré-amplificadores.

Os modelos mais vendidos do mercado Marshall são: JCM800, JC900, JCM2000, JTM60, Plexi (1959SLP) e Valvestate. Mas o “som Marshall”, considerado “quente e britânico” e com válvulas EL34 fez sucesso nas mãos, ou melhor, nas guitarras de Jimi Hendrix, com um som bem agudo e estridente.

Marshall Valvestate VS100

Pena que não tem desconto num amp desse com a morte dele… =/

Vai na paz, Jim Marshall!

Fuizis!

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