Wannabe Jalva

Eu tô meio de saco cheio. Não paro de pensar em regras gramaticais, fórmulas de física, n-constantes de química ou sobre aquela historinha do Imperador romano que fez isso ou aquilo de notável para o seu povo. Sem falar na topografia do Brasil, que diga-se de passagem, é muito complexa e sofrível de decorar.  Resumindo, estou de TPM TPV, Tensão Pré-Vestibular. E bom, ao meu ver, nesses momentos a música entra em jogo para me dar um gás, é a minha válvula de escape. MAS, não vamos falar dos meus assuntos pessoais (afinal, isso não interessa a ninguém), e sim falar de coisa BOA. E acredite cara, isso aqui é muito melhor que Tecpix.

Uma banda relativamente nova me impressionou bastante no ano passado, com a sua música exótica, marcada por uma boa dose de criatividade e riffs certeiros. Se trata da Wannabe Jalva, que incrivelmente não vem da Indonésia (Desculpe pelo trocadalho do carilho escroto), e sim da capital riograndense, Porto Alegre. E cantam em inglês.

Um som dançante

Não sei exatamente de onde essa banda tirou as suas influências, mas posso garantir que os caras estavam muito inspirados quando gravaram o seu EP de estreia, Welcome to Jalva. São sete músicas de rock regidas por um eletropop muito presente na forma de sintetizadores e teclados. E com um timbre muito característico de guitarra, novamente enraizado por um quê de eletrônico, assemelhando ao rock mais jovem e moderno inglês. O ritmo tende a ser bem animado, bem party-ish, típica de baladas mais moderninhas, e são encontradas muitas permutações, mudanças bem radicais no tempo, que balançam o andamento e o feeling da música. Pode-se dizer que é tudo feito com maestria, sem parecer que estão improvisando qualquer coisa aleatória ou andando sem prumo numa fumada musical mucho loca. Em suma, é música para dançar e virar a noite.

As Músicas

Destaques do EP vão para “Superstar”, onde guitarras, baixo e sintetizador se complementam criando um som que começa alegre, fica intenso e volta a ficar alegre. Se não parar para prestar atenção é bem possível achar que tudo se trata de um som homogêneo. Em “Phone Call”, fica demonstrado a capacidade imaginativa da banda, onde todos os instrumentos vão aos poucos entrando em uma espécie de pega-pega insana que vai se intensificando tanto, que deixa com um gostinho de quero mais quando acaba. Outra que merece destaque é “Full of Grace”, um verdadeiro caldeirão musical, é uma música que permuta durante toda a sua duração, um som típico de ambiente circense, um rock moderninho, um brado de multidão (à la “Angry Mob” do Kaiser Chiefs), uns solinhos mágicos de guitarra e de teclado, e uns falsetes que vão animando a música. Tudo isso em 3 minutos e meio. E por fim, provavelmente a melhor do álbum, a “Something New”, mais voltada ao pop, que deve agradar de gregos a baianos por sua ótima composição, uma mistura certeira do trio sintetizador-guitarra-baixo que fica no ponto. Delicious.

Quer checar?

Se você está com vontade de ouvir a banda, vai aqui a música “Something New”:

Achou interessante? Quer mais? Ok, aqui estão todas as músicas pra você ouvir:

Não está satisfeito? Beleza então, toma a bomba: O álbum está INTEIRAMENTE GRÁTIS, no site da banda. Muito foda da parte deles. Para baixar, é só clicar aqui (Sim, eu sei que o coelho é bizarro, mas não é vírus).

Bye!😀

P.S.1: Eles tocaram sábado passado na edição de 2012 do festival paranaense Lupaluna (não confundir com Lollapalooza).

P.S.2: Fiz um review de um álbum sem querer, é só porque eu estava entediado viu!😀

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