Radar: Born and Raised

Chega John Mayer para um novo disco. Um novo John Mayer, um John Mayer muito mais maduro do que aquele visto em Battle Studies (2009), em que o cantor tentou se aproximar de um público mais mainstream com hits como “Heartbreak Warfare”. E agora, John tem novidades com o seu novo Born and Raised.

Um estilo bastante presente no álbum é o denominado “americana”, que mistura rock and roll, blues, country e todo tipo de música típica dos Estados Unidos. Nos últimos discos, John via experimentando algo mais pop, mas em Born and Raised, as raízes de Bob Dylan, Graham Nash, David Crosby e Neil Young afloraram no nosso jovem John.

E lé vamos nós…

John Mayer já começa bem o disco com a música “Queen of California”, que apesar de um outro muito estranho na música após o segundo refrão, é uma canção típica do estilo americana que fecha com um solo estrondoso de John. Seguindo, John Mayer decide nos dar uma lição de moral na faixa “Age of Worry”, que mais parece um hino para os desesperados. O único single lançado até agora, “Shadow Days”, tem muito pouco um quê de John Mayer; a música é incrível, porém parece que saiu de uma das fitas demos experimentais do Jamie Cullum. John Mayer simplesmente arrasou nessa música, não é à toa que virou o single líder do disco. O mais surpreendente de Born and Raised é a coragem de John Mayer de ressuscitar um estilo tão perdido como o “amerciana”. A levada folk do disco é bastante relaxante principalmente em músicas como “Speak for Me”. O álbum toma um tom de jazz com “If I Ever Get Around to Living”, que pendura até a metade da música (incrível) “A Face to Call Home”, com uma pausa para uma “americanizada” em “Walt Grace’s Submarine Test, January 1967” e “Whiskey, Whiskey, Whiskey” (em que John Mayer tropeça bruscamente). Mas o ponto alto do álbum vem com “Something Like Olivia” e “Born and Raised”, que dão para o álbum o gás que faltava, que encerra o disco com uma reprise pela metade.

Concluindo

John Mayer arrasou em Born and Raised, ressuscitou algo que a humanidade não ousa ouvir há décadas. As raízes country do cantor fizeram de John Mayer um inovador neste ano. Claro, assim como qualquer ser humano, John Mayer erra. Mas neste álbum não há músicas em que alguém tenha o direito de reclamar, talvez a não ser por “Whiskey, Whiskey, Whiskey” em que John deixa muito a desejar, mas de resto, o único problema é o quão o álbum começa a ficar maçante a medida que chega ao final. Mas foi um bom trabalho em que John Mayer e os fãs podem ficar bastante orgulhosos.

Melhores músicas

O álbum ganha destaque especialmente por, nesta ordem, “Something Like Olivia”, “Born and Raised” e “Shadow Days”.

NOTA: 3.5/5 stars3.5/5 stars3.5/5 stars

Born and Raised:

  1. “Queen of California”
  2. “The Age of Worry”
  3. “Shadow Days”
  4. “Speak to Me”
  5. “Something Like Olivia”
  6. “Born and Raised”
  7. “If I Ever Get Around to Living”
  8. “Love Is a Verb”
  9. “Walt Grace’s Submarine Test, January 1967”
  10. “Whiskey, Whiskey, Whiskey”
  11. “A Face to Call Home”
  12. “Born and Raised (Reprise)”

John Mayer – “Shadow Days”:

Falow cambada!!!😀

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