Radar: Overexposed e Living Things

Duas bandas. Duas das bandas mais populares do mundo hoje aqui reunidas pro fight. Maroon 5 e Linkin Park foram colocados dentro do ring e vão duelar hoje até a morte, cada um tendo como arma seu novo álbum. O Maroon 5 chega hoje com Overexposed, e o Linkin Park com Living Things. Ambos os álbuns serão lançados no dia 26, por isso, hoje tem review dupla!😀

Deste lado do ring, medindo 1,78 de altura, tatuagens espalhadas pelo corpo, considerado o homem mais bonito da galáxia, ele, Adam Noah Levine!

E o Maroon 5 volta para o ring após 2 anos, depois do lançamento de Hands All Over (2010), a banda de Adam Levine e Jesse Carmichael fez até que um trabalho bacana no último disco, mas deixou muito a desejar, apesar de ter mostrado ao mundo o seu incrível e bem sucedido poder pop, especialmente com o super hit que dominou geral, “Moves Like Jagger”. E, dessa vez, não vai ser diferente com o Maroon 5. A banda decidiu abandonar de vez o funk que se via em Songs About Jane (2002), e alcançar o mesmo público que fica 24 horas por dia conectado na rádio mais badalada da cidade.

Do outro lado, medindo também 1,78, mais tatuagens ainda espalhadas pelo corpo, considerado… ok, esquece… Chester Charles Bennington!

E aí começam as coincidências e semelhanças entre Linkin Park e Maroon 5. Como se não bastasse lançarem os discos no mesmo dia, os singles líderes de cada álbum foram lançados exatamente no mesmo dia (“Burn It Down” e “Payphone”), e possuem EXATAMENTE a mesma duração (3:51). E além disso, você vê aí que os dois vocais têm a mesma altura e são tatuados… agora, quem tem inveja de quem??? Pra que toda essa briga comercial???

Whatever, falemos de Linkin Park agora… a banda comandada por Chester Bennington e o MITO Mike Shinoda vêm de um período frustrado em que a banda pela primeira vez em seus 4 discos não conseguiu encaixar uma música que ficasse na boca do povo. A banda passa por um período de crise de identidade e com uma pressão imensa da mídia sobre suas costas. O A Thousand Suns (2010) simbolizou o fim do experimentalismo da banda, que começou em 2007 com o álbum Minutes to Midnight. E agora, a banda tenta se reerguer, diante de um adversário que chega com uma fúria estrondosa e com sangue nos olhos. Já vou logo adiantando que apenas um vencerá essa disputa, não haverá empate; enquanto um levar o caneco, o outro será severamente punido. Que comecem os jogos… MWWAAAHAHAHAHAHA!

Os discos

File:Maroon 5 - Overexposed.pngComeçando com o Maroon 5 e seu Overexposed, a banda já começa num PUTA pique com “One More Night”, que lembra bastante o antigo funk rock da banda mesclado ao novo pop. A bateria e a linha de baixo da música impressionam qualquer um. A música seguinte é “Payphone”, primeiro single. O que posso dizer sobre ela? Música chorosa e sem graça? Talvez sim. Mesmo assim, a música é excelente, envolve o ouvinte e é claro, sucesso garantido, mas será que a participação do Wiz Khalifa era tão necessária?

Enquanto isso, o Linkin Park inicia Living Things como qualquer antigo fã da banda gostaria. Nu metal. Logo de cara, a banda do frontman Chester Bennington retorna às origens, e faz um mix dos clássicos “With You” e “From the Inside” em “Lost in the Echo”, que surpreende pelos vocais de Mike Shinoda, seguindo com “In My Remains”, um TESÃO, começando com um eletrônico muito forte e marcante, depois metal, seguido de um refrão inacreditável e uma pausa brusca, uma marcha narrada por Shinoda.

Após “Daylight”, que completa a boa sequência do Maroon 5 no álbum, a banda vai do céu pro inferno. Uma sequência de músicas impressionantemente apelativas e rápidas com um número exacerbado de “ooohhh” faz do Maroon 5 um produto comercial definitivo do século XXI. Auto-tune, excesso de sintetizadores é o que caracterizam o álbum daí em diante. E eu já entendi, Matt Flynn, você gosta de usar o bumbo, cacete.

Do outro lado, a banda californiana do Limpe o Parque continua a boa sequência com a faixa que já virou um clássico e um hit da Eurocopa deste ano: “Burn It Down”. As últimas palavras do refrão da quarta faixa formam o seu nome, “Lies Greed Misery”, potente e astuta, com um belíssimo trabalho do dj Joe Hahn e com um rap bem moderno e bem agressivo.

Voltando para o Maroon Cinco, a banda volta a dar uma respirada com “Ladykiller”, mas é claro, com os convencionais “ooohhh”. Duas faixas depois, em “Sad”, Adam Levine tenta um solo completamente falhoso no piano, uma tentativa de imitação da Lana Del Rey completamente nada a ver com o disco. Em “Doin’ Dirt”, eu inevitavelmente comecei a rir; o Maroon 5 resolveu encarnar o Bee Gees. Tá de brincadeira né… pra completar, como se não bastassem os Bee Gees Five, temos na última faixa “Beautiful Goodbye”, Bob Marley Five; ridículo. Quer dizer, a música é boa, mas você percebe que os caras apelaram tanto que chega a ser cômico. Pra uma banda que considerava Prince, Michael Jackson e Talking Heads como principais influências, vocês tropeçaram feio. E só não recebem uma nota ruim hoje pelos bons (ótimos) momentos do álbum, que são poucos. Definitivamente, um adeus nada bonito.

E ao contrário do Maroon 5, o Linkin Park soube dar continuidade ao belo trabalho apresentado no início. Rob Bourdon, o baterista da banda, impressiona nas faixas “I’ll Be Gone” (com a participação do violinista Owen Pallett) e “Victimized”, a mais pesada do Linkin Park EVER, que combina punk rock, thrash metal, e um rap alucinante, que só deixa a desejar pela duração (1:46), deixando o ouvinte no saco querendo ouvir mais deste poderoso Linkin Park. “Castle of Glass”, “Roads Untraveled” dão um tom folk ao álbum, em que os versos “’cause I’m only a crack, in this castle of glass” enchem os olhos do ouvinte de suor másculo. “Skin to Bone” é dançante, lembra um pouco um Radiohead mais moderninho. Há ainda “Until It Breaks”, uma faixa que merece ser bastante comentada. Ela é muita confusa, complicada, deixa o ouvinte totalmente perdido. Ou seja, é a coisa mais genial que você vai ouvir na sua vida. É a única música que eu já ouvi que consegue combinar rap, uma leve pausa para um pouquinho de orquestra e terminar com um folk, ou melhor, um hino cantado pelo guitarrista Brad Delson. Os versos, a letra, o ritmo, é tudo perfeito. Chegando no final, temos um instrumental bem básico à la Linkin Park, uma “Session” 2.0, “Tinfoil”, que se junta a Powerless, a canção mais emotiva que lembra bastante “In Pieces” e que encerra, com genuinidade e imperfeição, o disco mais emotivo já lançado pela banda, que faz o ouvinte sentir todas as emoções possíveis: raiva, dor, alegria, saudade e arrependimento.

As capas

E não foi só no álbum em si que o Maroon 5 falhou. A capa do disco, sinceramente, me desculpe fãs de Maroon 5, amo vocês, mas é uma bosta. A capa, na minha sincera opinião, não quer dizer nada a não ser uma tentativa frustrada de mesclar arte moderna e comercialismo. Segundo Back Bain, do website Idolator, a capa do disco é o que seria  um episódio de Os Simpsons se você estivesse usando drogas. E mais uma vez, o Linkin Park tem muita coisa a ensinar ao Maroon 5; a capa de Living Things é sensacional. Mostra um Chester Bennington se esfacelando, sem face, se desintegrando devido aos seus erros e sua imperfeição, assim como qualquer outro ser humano, pois é isso que o que todos nós somos: Seres Vivos, Coisas Vivas.

Conclusões finais

Para ir encerrando essa bagaça, podemos dizer que o Maroon 5 falhou e o Linkin Park ressuscitou. Mas não há com o que se preocupar com relação ao Marrom Cinco. Com o talento inevitável de Adam Levine e Jesse Carmichael, a banda vai arrasar no próximo disco, aprendendo com os erros deste, e tomando mais cuidado da próxima vez que for trabalhar com algo TÃO comercial. Quanto ao sexteto do Linkin Park, fizeram uma obra de arte. O álbum peca em pontos como o excesso da palavra “promises”, que fazem o ouvinte achar que está na mesma música há séculos. Muitas faixas não tem criatividade lírica, apesar de outras arrasarem nos versos de Shinoda. Pela primeira vez, cada membro do Linkin Park teve uma participação significativa num disco, destacando-se, como sempre, Bennington, Shinoda e Hahn, fortes como nunca. Living Things prometeu voltar às origens da banda e fazer uma papa com as últimas experimentações; promessa  cumprida. Mas se você é um fã da banda apenas da época nu-metal, passe longe deste disco, seus ouvidos não serão agradados. Hipsters, vocês também, passem longe destes dois discos, eles não são para vocês. Você que é fã de Maroon 5, ouça o disco apenas uma vez e reconheça que o trabalho não foi bem feito. Fã de Linkin Park, você deve comprar esse disco no dia do lançamento e ouvi-lo de trás para frente. Na batalha de hoje, o Linkin Park venceu o Maroon 5 de nocaute. Por fim, se você chegou vivo até aqui, parabéns, você merece uma coxinha. Se você teve a coragem de ler tudo, pode ter certeza que eu ficarei extremamente agradecido pela sua paciência, pois este é um dos posts mais longos que eu já escrevi.😀

Pontos altos

Overexposed: “One More Night” e “Ladykiller”.

Living Things: “In My Remains”, “Until It Breaks”, “Castle of Glass” e “Burn It Down”.

Notas

Overexposed: 2/5 stars2/5 stars

Living Things4.5/5 stars4.5/5 stars4.5/5 stars4.5/5 stars

Maroon 5 – Overexposed:

  1. “One More Night”
  2. “Payphone”
  3. “Daylight”
  4. “Lucky Strike”
  5. “The Man Who Never Lied”
  6. “Love Somebody”
  7. “Ladykiller”
  8. “Fortune Teller”
  9. “Sad”
  10. “Tickets”
  11. “Doin’ Dirt”
  12. “Beautiful Goodbye”

Linkin Park – Living Things:

  1. “Lost in the Echo”
  2. “In My Remains”
  3. “Burn It Down”
  4. “Lies Greed Misery”
  5. “I’ll Be Gone”
  6. “Castle of Glass”
  7. “Victimized”
  8. “Roads Untraveled”
  9. “Skin to Bone”
  10. “Until It Breaks”
  11. “Tinfoil”
  12. “Powerless”

Maroon 5 – “Payphone”:

Linkin Park – “Burn It Down”:

Falou!!! ;D

One thought on “Radar: Overexposed e Living Things

  1. Ok, sou fã do Maroon 5, tambem acho q houveram varias falhas no album como comecar cm um pique total e depois simplismente desfalecer no ritimo… mas tbm curto Linkin Park.. e sinceramente n acho tantos fundamentos para algumas criticas como por exemplo as capas dos albuns, porra amigo! Q q ha de tao brilhante em um rosto se deteriorando ou seja la o q for isso…? Eu sei os argumentos dai de cima e tals… mas beleza sera q n da p sacar q a intencao dacapa do overexpoused e exatamente n parecer nd? Se vc n concorda, blz mas n vem dizer q erraram. Apesar das falhas amo maroon 5 e gosto de overexposed
    (*^﹏^*)♬♥

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s