Música barroca

Vamos voltar ao passado, na época em que Niemeyer era um adulto já formado e Dercy Gonçalves prosperava no teatro. De 1600 a 1750 o mundo presenciou uma revolução na música, que pode parecer besteira, mas que começou com a adição de instrumentos às composições.

Pois é, durante a Idade Média apenas o coral (normalmente chagava a 64 pessoas) de igreja é que era o estilo predominante. A polifonia era a “instrumentação” da época, e os temas claro, abordavam a exaltação de Cristo entre outros temas religiosos. Com o Renascimento, apenas a temática mudou, e a mitologia grega também se fez presente em muitas obras polifônicas.

Com a chegada do século XVII, foram criados dois instrumentos ultra-fucking-revolucionários: o cravo e o órgão. Daí então as partituras adequavam a linha do vocal em cima da linha instrumental. E como se não bastasse, adequando a fórmula vocal+instrumental surgia assim a primeira ópera da história, a chamada Dafne, datada do final do período renascentista (1594), de Jacopo Peri e Rinuccini. A uniformidade também se fez presente durante o período barroco através da monodia e da homofonia (é  homofoNia, não HOMOFOBIA!), ou seja, com uma pessoa apenas cantando acompanhada de um alaúde (como no caso do primeiro) ou com várias vozes cantando ao mesmo tempo no mesmo ritmo, mas não necessariamente no mesmo tom.

A fuga foi outro estilo nascido no período barroco. O entrelaçamento disforme de vários acordes divergia com a uniformidade da época, mas as fugas de Bach e outros compositores protestantes fizeram história. Agora preste bem atenção nessa palavra: “protestante”. Se você prestou atenção nas suas aulas de história ao invés de ter puxado o ronco vai se lembrar que o barroco ocorreu na época da contra-reforma, deste modo esses artistas só levam o crédito de “música barroca” por causa do nome do período. As músicas produzidas pela Igreja Católica continuaram nas mesmas missas e cantatas, enquanto as sonatas de Scarlatti seriam a base para a música clássica, que surgiria logo após sua morte, mais precisamente após a morte de Bach em 1750, que encerra o período barroco.

Mas pra que eu escrevi tudo isso? Para arrumar uma desculpa para colocar um Bach aí pra galera:

Johann Sebastian Bach – “Toccata and Fugue in D minor, BWV 565”:

Só pra constar, todas as obras de Bach são nomeadas BWV, sigla para os Catálogos dos Trabalhos de Bach (do alemão Bach-Werke-Verzeichnis).

Mas é claro que não é só Bach que importa pra música deste período. Podemos além do mais citar nomes como o italiano Monteverdi e o alemão Schütz:

Claudio Monteverdi – “Savall”, da ópera L’Orfeo:

Não se preocupe, sei que a maioria das óperas são um saco, mas essa é bem animadinha e sem muito sensacionalismo.😀

Heinrich Schütz – “Die mit Tränen säen, SWV 378”:

Schütz era um dos compositores que se dedicava à música sacra, mas essa oratória de nome bonito aí em cima é bem famosa.

Johann Sebastian Bach, rockin’ the shit out since 1685.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s