SG: A essência do rock

Querid@s mafagaf@s, o post de hoje foi uma doação caridosa feita pelo meu BFF sir Pedro Gaiarsa, guitarrista há n décadas, já que estávamos carecendo de posts sobre instrumentos musicais por aqui e resolvi procurar alguém que realmente entende do assunto. Portanto senhores, o post vem em meu nome mas os créditos vão TODOS ao Pedro Gaiarsa. A partir do parágrafo abaixo todas as palavras são dele:

Aqui estou pra falar sobre um tipo específico de guitarra, muito visto em shows de hard rock, blues rock e rock and roll. Tendo seu nome derivado do estilo de “construção” (solid guitar) e sendo colocada em linha de produção por volta de 1960 pela Gibson, a linha SG de guitarras está entre as mais populares do mundo. Se você não sabe qual é, pense na guitarra do Angus Young, guitarrista do AC/DC.

Angus Young mitando com a sua SG na turnê “Stiff Upper Lip” em 2001, na Alemanha.

O modelo SG que conhecemos hoje foi desenhado para substituir na década de 1960 o modelo Les Paul Standart, que não teve muito sucesso na época. Neste período várias bandas de hard rock e classic rock estavam no início ou já fazendo shows de grande escala, tais como AC/DC, Black Sabbath e Eric Clapton. Normalmente o corpo de uma SG é feita em mogno, seu braço é ou de carvalho ou de mogno também, com o fretboard feito ou de jacarandá (pau-rosa), ou de carvalho ou de ébano. Dentro do corpo existe, na maioria dos modelos, dois captadores Humbuckers, que dão o som cheio e com altos picos de frequência média de uma SG. Há variantes com 3 humbuckers, pros joselitos, ou com 2 single coils, para os mais delicados.

A Les Paul Standard, de 1962, que deu origem ao modelo SG

Uma SG da Gibson…

 

 

 

 

 

 

Agora vamos parar com a baboseira técnica e falar de som: Eu tenho uma SG da Epiphone e ela tem um som FENOMENAL quando se fala de rock puro. O timbre dela, como você deve imaginar, é perfeito quando se toca rock’n’roll e blue rock, tipo Chuck Berry e Led Zeppelin. Para dar bends, só tocando pra entender. Sem força nenhuma se alcança um bend de um tom e meio, isso usando cordas 0.010. Para dar harmônicos: é difícil, mas são muito bonitos e limpos. Harmônicos na casa 7 são fáceis, na 9 também. Na 5 é difícil, na 3 nem se fale. Muitas das bandas que usam a SG não precisam de uma guitarra para solos extremamente rápidos, e sim para solos com bastante pegada. Pegue por exemplo nosso bom e amado Jimmy Hendrix. Poucas músicas possuem uma progressão rápida, porém tanto os solos quanto as bases são extremamente cheias, em termos sonoros. Pode-se ouvir claramente as frequências médias, com alguns destaques para os agudos em “Purple Haze”. Ou então pegue a música do Cream, “Sunshine of Your Love”. É fácil de notar a pegada que o riff tem. Eu tentei, é impossível de reproduzir essa pegada em qualquer outra guitarra que não seja uma SG.

Para dar um veredicto sobre a SG eu digo: Compre, se for de uma marca boa, por exemplo Gibson, Epiphone ou Fender. Atéas Tagimas mais tops valem a pena. Mas não compre por exemplo uma Ibanez, que apesar de uma excelente marca, não tem cacife pra fazer SG’s. Se for comprar Ibanez, compre ou uma estrato ou uma signature. Mas isso é assunto pra outro post. Então deixo aqui meu beijo na sua guitarra e um bom ano de rock pra todos vocês.

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